(escrito durante a viagem Lisboa-Frankfurt)
Na partida sente-se o vazio, o medo, as saudades apertam mas a excitação é uma constante. Passados os primeiros nervos do aeroporto, a mala, o bilhete o passaporte, o receio de perder o avião, vem a calmaria. Quando instalada no avião, com a paisagem a entrar pelos olhos, tudo passa, respiro fundo e os nervos acalmam. Penso apenas, olha que giro vou de férias sozinha...a única coisa que não passa são mesmo as saudades, a cara das pessoas que amo passa pela minha cabeça vezes sem conta Ó minha mãe do céu o que sinto? Estou tão confusaaaa...
Entretanto a senhora da TAP começa a falar, a atenção desvia-se. Durante as 3 horas de voo num passa nada...como, durmo, leio e durmo mais um bocadinho. Eis então que as luzes la em baixo começam a aparecer e a ficar mais fortes, a realidade atinge-me como um tornado, estou aqui a meio caminho...mais uma vez Choro! Quero voltar para o colo dos meus pais, para a vida que conheço...mas luto para mudar a forma de pensar, começo então a prestar mais atenção à paisagem.
As cidades são curiosas, no centro tudo mais concentrado aí luz é tremenda, aí tudo se passa, quanto mais nos afastamos do centro menor é a claridade, mas vê-se claramente as estradas os caminhos, até que a luz muda tornando-se apenas pequenos pontos dispersos no negro. Faço então um paralelismo com a minha vida, no centro coloco o que mais precioso tenho, os meus pais, a minha luz, nas ruas ponho os meus amigos, as relações que estabeleço com eles são uma constante nos caminhos que percorro na minha vida. Na periferia é onde estou, os pontos de luz surgem quando falo com voçes, quando oiço a voz dos meus pais. Mas eu sou a Mary, sei que vou construir um caminho de luz até vos trazer até mim (pelo menos assim quero pensar).
Chego de novo a terra firme, aeroporto de Frankfurt, um dos maiores do mundo...aiii meduuuuu
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